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19/11/2008
Crise leva à discussão de novas ferramentas de crédito.
A crise fez o mercado financeiro internacional parar para pensar sobre seus modelos de concessão de empréstimos. No Brasil, não foi diferente. É por isso que se retoma o tema cadastro positivo, além de outras ferramentas que podem diminuir os riscos da concessão de crédito no País, possibilitando até mesmo um empréstimo mais barato ao consumidor.
Em sua palestra realizada durante o XX Congresso Fibafin (Federação Iberoamericana de Associações Financeiras), o diretor comercial da Equifax, Carlos Pollhuber, destacou duas ferramentas importantes para que o mercado de crédito no Brasil avance: o cadastro positivo e o modelo das demografias turbinadas. O segundo é um modelo que será aplicado no próximo ano pela Equifax, em um projeto-piloto. Tem como objetivo traçar o estilo de vida do consumidor para poder analisar o risco de se conceder um empréstimo para ele. "Dados combinados podem dizer muito mais sobre uma pessoa. São selecionados grupos de concessão de acordo com seu estilo de vida", explicou ele. Cadastro positivo: O cadastro com informações do comportamento de crédito do brasileiro, que poderia ser compartilhado por instituições financeiras, é uma discussão de longo prazo no Brasil. "Ele traz maior número de informações do ponto de vista do consumidor", explicou Pollhuber. De acordo com ele, o cadastro melhora a qualidade de crédito e permite que as instituições façam uma análise mais potencial do cliente, o que gera maior competição. "De modo geral, se olhar a esperança mundial, em médio e longo prazos, diminui o spread bancário", completou o diretor comercial. Já de acordo com o presidente da Serasa, Francisco Valim, com o cadastro positivo, as taxas de juros à pessoa física podem chegar a patamares de países desenvolvidos, de 2,5% a 3% ao mês. "Há espaço para caírem em 300 pontos-base os juros", disse ele durante o Congresso. Joio do trigo: Conforme disse Pollhuber, a crise mundial, chamada por alguns de apenas um ajuste, deve "separar o joio do trigo" no mercado de concessão de crédito. Isso porque, conforme ele disse, para aquelas instituições que foram menos conservadoras e arriscaram, poderá haver um aumento significativo da inadimplência. Para aquelas que foram menos agressivas, a taxa de não-pagamento não será um grande problema. Fonte InfoMoney - Flávia Furlan Nunes
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